terça-feira, 1 de novembro de 2011


Pôr-do-sol,
ondas de luz fluorescente,
incandescentes,
formam um mar
E o mar de gente
E o cheiro quente
das vontades reprimidas
e do suor
arde aos olhos

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pequenos


Olho para o céu
e vejo o Universo
Sinto-me pequeno
e isso é bonito
Sinto-me desprotegido
e me sinto melhor
pois o céu não existe

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

As cores do cinza



O cinza da cidade tem cores,
cores desbotadas
Cores que se apagam
na pressa dos sentidos,
cores que brilham
aos olhos descompromissados
Cores de plástico, de tinta, de células
Sinta
a cor da flor amassada no asfalto,
a cor do grafite que grita,
a cor dos muros por falta de cinza


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Crianças de 90: estamos ficando velhos!



Você se toca que está ficando velha(o) e que o tempo está voando quando a década na qual você viveu sua infância vira tema de blogs nostálgicos. Está chovendo blogs, twitters, comunidades que relembram a década de 90 e fazem você pensar: quero minha infância de voltaaaaaaaa!

Há alguns anos atrás, ficava meio perdida quando encontrava um blog ou recebia um e-mail sobre coisas antigas, reconhecia no máximo 2 itens em uma lista: 50 coisas que você aprendeu na sua infância porque a maioria se referia à década de 80 da qual só desfrutei dois anos. Mas agora é diferente, agora falar da infância é falar dos anos 90, o que é óbvio já que o tempo passa (oO'). As festas 20 e poucos anos viram 30 e poucos! Falar dos tazos, de tv cruj e de tamagotchi ficou muito engraçado.

Resumindo, é a vez da nova geração de 20 e poucos sofrer com tudo na internet fazendo você lembrar de como sua infância foi legal e de que ela nunca mais vai voltar. Calma, galera, a gente aguenta que 2020 chega já!

domingo, 8 de maio de 2011

Mulher












A partir do momento em que eles farejam seu cheiro,
querem que você seja:
beleza, mas liberdade
segurança, mas fragilidade
hímen, mas cérebro
naturalidade, mas rímel
esposa, mas amante
liberdade, mas mãe
e ainda
sensivelmente durona,
promiscuamente virginal,
tradicionalmente moderna,
compreensivamente ciumenta,
submissamente monárquica,
executivamente doméstica
e, acima de tudo
e sem especificações,
paradoxalmente obediente.

Dedicado às mulheres cegas e aos homens convenientemente mudos.